Terça-feira, 5 de Junho de 2007
(in)Felicidade(out)...
Eis como vejo a felicidade: como o Euromilhões. Só sai aos outros. A felicidade é, para mim como para muitas outras pessoas, uma utopia, um conceito do ser humano. Só que para mim é mesmo, não é algo que digo apenas da boca para fora. Para se aspirar a candidato à felicidade são precisas, na minha opinião, 4 coisas: genética, know-how, uma equipa competente e sorte. Resumidamente:
 
Genética – Há pessoas que nascem com uma maior predisposição para resistir às adversidades e manterem o equilíbrio mental e emocional. Da mesma forma que, em termos físicos há pessoas mais atléticas e saudáveis, o mesmo se aplica à componente psicológica.
 
Know-how – A educação que se teve, as filosofias assimiladas, a inteligência social e emocional. Todos estes factores se podem conjugar para que o bem-estar do indivíduo - enquanto ser isolado ou ser social - possa ser alcançado.
 
Equipa Competente – O que quero dizer com equipa competente é: a família, os amigos e os colegas. Se as pessoas que gravitam ao nosso redor são, regra geral, positivas ou negativas. Este ponto está, de certa forma, intimamente ligado com o know-how e a sorte.
 
Sorte – Ainda que de alguma forma, contra todas as probabilidades, conseguisse ganhar o Euromilhões, isso não seria, nem de perto, sinónimo de felicidade. E, só para que conste, é muito difícil ganhar o Euromilhões. Por mais fortes que sejamos, por mais competência que tenhamos e por melhores que sejam as pessoas que nos rodeiam, se não houver uma pitada de sorte a fluir por esses 3 factores… Diz-se que a sorte dá trabalho mas, da mesma forma, a falta de sorte dá “desemprego”…
 
Há, no entanto, pessoas que conseguem ser razoavelmente felizes sem que estas quatro condições se realizem em simultâneo. Todas as regras têm excepções e, para além do mais, estas regras são mero fruto da minha humilde opinião. Isto não é, propriamente, um documento oficial.
 
Eu não tenho tido a sorte de encontrar as pessoas certas e também não me sinto um grande primor da genética. O know-how não basta e, a cada dia que passa, tenho a sensação de saber menos. Sinto-me infeliz, estou cansado e estou cansado de estar cansado. Mas hoje tomei uma decisão: vou deixar de perseguir a felicidade. Vou deixar de a procurar. Não quero saber de mais nada. Estou cheio! Podem dizer que é cobardia, letargia, estupidez, conformismo, podem dizer o que quiserem. Quero lá saber! Só eu sei porquê.
 
A felicidade é um sonho
e, se é um sonho, então estou a dormir.
A desgraça é um pesadelo
e, se é um pesadelo, então estou a dormir.
Mas a felicidade não parece real
e a desgraça é demasiado real.
 
Nesta insónia de volver e revolver,
neste abrir e fechar de olhos sem ver,
neste cansado modo de escrever,
fica o inconformismo conformado,
o aforismo bem vincado:
 
Da desgraça não consigo acordar,
da felicidade não evito o despertar.
 
Atentamente,
José.

sinto-me: Chato

publicado por ejail às 22:42
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Merda
Merda.
 
Merda, ponto final, parágrafo. É uma boa maneira de começar um texto. De começar e de acabar. Aliás, nos dias que correm, não parece haver maneira melhor. Mas merda para quê, ou porquê? Tem que haver uma razão para tudo? Merda porque sim e porque há coisas em mim que não consigo ultrapassar.
 
Quando leio a porra do último post que aqui coloquei, dá-me vómitos. Não sei o que me tornou tão sentimental ao ponto de escrever o que escrevi. Aquilo é muito triste porque não tem nada de macho. E as coisas de macho, acho eu, deviam ser como o sangue: fluir naturalmente pelo organismo, sem que precisasse de me preocupar com os valores diários da gravidade. Talvez a Testosterona se esteja a acabar. Depois não será só a moral que não vou conseguir levantar… mas adiante…
(imagem retirada da internet)
Sou demasiado meigo. Demasiado compreensivo, demasiado empático, demasiado… enfim… um autêntico papa-hóstias. Tenho uma preocupação muito grande em ser educado, gentil, amigo, fiel, etc. A porra do “etc.” tem muitas coisas que me dão vómitos. Acabo por ser o bonzinho da tele-realidade e, ser bonzinho, não tem nada de macho. Ninguém enriquece a ser bonzinho e as mulheres de hoje querem ser comidas pelo lobo mau. Veja-se, por exemplo, a avozinha do Capuchinho Vermelho… Estava de cama com reumatismo, pois… Portanto esta coisa de ser bonzinho acaba por ser muito mau.
 
Há uns dias, ligou-me… para tomar um café, disse ela. Depois de me ter destruído por completo… e eu, porque ser bonzinho implica não conseguir dizer não, acabei por aceitar. Queria ter dito que não, mas não consegui de todo… Como é que ainda consigo gostar dela? E até quando? Talvez ela tenha que me tentar destruir com uma bomba atómica... talvez as radiações me mutassem num lobo mau. Quem sabe? Eu tardo, talvez, em aprender e, qualquer dia, deixo tudo para trás e não quero saber de mais nada. Parto para longe de tudo e de todos... Estas coisas... estas coisas acabam por mexer comigo e fazem com que me sinta uma merda!
 
Atentamente,
“ejailzito” de merda.

sinto-me: Furioso Comigo Mesmo

publicado por ejail às 15:40
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007
Assistência Técnica para a Alma
Por norma guardo o telemóvel no bolso esquerdo das calças. Aquela porra acaba por descair e aloja-se mesmo junto ao escroto. Com todas as radiações inerentes, se um dia tiver filhos, eles já vão, provavelmente, nascer com Bluetooth. Uma vantagem evolutiva que lhes irá conferir competitividade num mundo cada vez mais competitivo, segundo os padrões de Darwin. Mas adiante... Saco o telemóvel do bolso e procuro nos contactos a inscrição “Deus”. Faço a chamada e aguardo. Passados alguns segundos recebo a indicação de que o telemóvel se encontra desligado e ouve-se uma mensagem do Voicemail: “Olá, Eu sou Deus e, de momento, não estou. Para qualquer assunto deixe mensagem ou desligue e faça uma oração. A segunda alternativa fica mais barata e o efeito é o mesmo. Hello, I’m God and I’m away at the moment. For any Issue, leave a message or you can turn off the phone and start praying. The second alternative is cheaper and the effect should be the same. Bonjour, Je suis Dieu (…)”. Desligo. Para o que precisava, Deus era a entidade mais indicada.
(imagem retirada da internet)
Eu costumava caçar os meus próprios alimentos mas cansei-me de andar atrás de caracóis e agora, como toda a gente, quando preciso de alimentos vou às compras. Porém, quando uma loja está fechada ou somos mal recebidos, aproveitamos a poderosa lei do capitalismo, da oferta e da procura, para fazermos compras num outro local. Dessa forma “matamos” dois coelhos com uma cajadada: potencialmente seremos melhor atendidos e contribuímos para uma melhoria global do serviço, enquanto chateamos o comerciante que nos recebeu mal ou não nos recebeu. Ainda com o telefone na mão e dentro da letra “D”, desço um nome abaixo: “diabo” – Neste caso, até sabia o número de cor, porque “666” é de fácil memorização. Deus e o diabo são como multinacionais – mais até multiuniversais - que actuam no mesmo ramo, embora com especializações diferentes. São, em todo o caso, concorrentes e, para melhorar o serviço, decidi aplicar a lei da oferta e da procura. Marco o número e, passados alguns segundos, ouço no meu telemóvel uma voz sensual: “Bem-vindo ao Inferno. Para assuntos espirituais, prima 1. Para assuntos carnais, prima 2. Para ajuda de um operador especializado chamado Maya ou Bambo, prima 3”. Bem… parece que o chifrudo está a fazer um bom trabalho no campo do Customer Relationship Management (CRM) e, aqui para nós, o diabo nunca teve problemas em seduzir. Porque preciso desesperadamente de alimento espiritual, primo a tecla “1” e aguardo. A mesma voz debita mais um menu de múltipla escolha: “Você escolheu assuntos espirituais. Para comércio de almas, prima 1. Para bruxedos e feitiços corriqueiros, prima 2. Para bruxedos e feitiços especiais com sacrifícios humanos, de cabras ou de galinhas pretas, prima 3. Para possessões, prima 4. Para a Assembleia da República, prima 5. Para outros assuntos, ou para ser atendido por um advogado, prima 6”. Nesta altura primo 6 e aguardo: “(…)o tempo médio de espera para atendermos a sua chamada é de 6 minutos. Relembramos que 6 minutos é pouco tempo face à eternidade(…)”. Uma fracção da eternidade depois, uma outra voz faz-se ouvir:
 
-   Inferno, boa tarde! Em que posso ser-lhe útil?
-   Boa tarde. Eu estou a ligar porque tenho um problema que penso poder catalogar de “espiritual”.
-   Muito bem… estou a ver. Tenho o prazer de estar a falar com… Já tem cartão de cliente?
-   Não, não! Não tenho cartão de cliente. É a primeira vez que estou a ligar para aí e o meu nome é ejail. Para já não pretendia aderir. Gostava, primeiramente, de aferir da qualidade do serviço.
-   Sr. Ejail, nós aqui no inferno, somos uma empresa certificada. Estamos certos de que, após experimentar os nossos serviços, se converterá num cliente habitual e ficará eternamente connosco. Mas qual é então o problema que o traz por cá?
-   Bem… é que eu sinto-me triste, só e vazio. Não sei como, mas estas três coisas cabem todas dentro de mim…
-   Hum… um pouco como a Santíssima Trindade…
-   Não diria tanto... Trindade sim, mas não santíssima… um bocado por aí…
-   É muito fácil para nós, empresa especializada e certificada, resolvermos o seu problema. Arranjamos-lhe já uma festa, uma Playmate e, quanto ao seu vazio, digamos que lhe podemos encher os bolsos com um jackpot do Euromilhões.
-   Uau! Hum… mas espere… e acha que, com isso, eu fico bem?
-   É garantido! Só tem de fazer uma coisa primeiro.
-   Sim, sim! O que é que tenho de fazer?
-   Tem que nos vender a sua alma. Hoje em dia é um processo de muito fácil concretização. Só tem que ir ao eBay e colocar um anúncio. “Alguém” a vai comprar. Mas pode também, se preferir, enviar a sua alma por transferência bancária no multibanco.
-   De facto, vocês ai no inferno, estão a trabalhar bem. Parece tudo tão fácil e a alma é algo que não parece fazer falta nenhuma no dia-a-dia. Se ninguém me dissesse que tenho alma, provavelmente nem sabia que a tinha. Mas não sei… vamos fazer assim: Vou tirar um tempo para reflectir e depois digo qualquer coisa…
(imagem retirada da internet)
E desligo.
 
Aquela coisa da alma… Aqui a atrasado estive a comparar-me a uma caneta e não via grandes diferenças. Era uma Bic… Não sei quase nada sobre a alma e pergunto-me se não será ela, a alma, a responsável por eu não ser “inanimado” como a caneta? Mas não sei… se estivesse a reparar um Boeing e visse um parafuso, e não soubesse para o que servia, acho que não o ia tirar…
 
Talvez, aproveitando um buraco na lei, eu consiga obter aquilo que pretendo e ficar com a alma. A lei diz que posso assinar um contrato e é-me concedido um período de carência em que posso voltar atrás. Portanto, a ideia seria vender a alma ao diabo, fazer a festa, fornicar a Playmate e ganhar o Euromilhões. Consumados os benefícios vou, num ápice, arrepender-me junto de Deus. Claro que há sempre coisas que podem correr mal, como por exemplo: Deus estar sem rede no telemóvel... Mas já pensei em tudo. Vou ligar a Deus de uma igreja, porque lá têm mais rede. Se, ainda assim, Deus não me atender, posso sempre tentar comprar uma outra alma que esteja para venda no eBay…
 
Não é fácil aplicar o sistema chinês ao capítulo espiritual. Um país e dois sistemas, versus, uma alma e dois deuses. Não é fácil e não sei se é viável. Ninguém pode andar muito tempo em cima do muro, algum dia há-de cair para um dos lados. Portanto, para evitar todas estas complicações, o melhor é manter o telemóvel junto ao escroto, não acreditar em Deus, não acreditar no diabo e não acreditar na alma. Talvez o melhor seja mesmo continuar a sentir-me triste, só e vazio.
 
“A grandeza da oração reside principalmente no facto de não ter resposta, do que resulta que essa troca não inclui qualquer espécie de comércio” - Antoine Saint-Exupéry.
 
Atentamente,
ejail.

sinto-me: Idiota

publicado por ejail às 17:04
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Quarta-feira, 23 de Maio de 2007
Coragem
É preciso coragem para admitirmos que somos cobardes. Mas se somos cobardes e temos que ter coragem para admitir que o somos, poderemos afirmar que a coragem e a cobardia se encontram em pólos opostos?
 
Não é tão linear. Não creio que se possa dizer, de uma forma simplista, que é preciso coragem para admitir que somos cobardes. Creio que, essencialmente, se poderá dizer que é preciso coragem para sermos honestos connosco. Portanto, a sentença seria: é preciso coragem para sermos honestos, para admitirmos que somos cobardes. Desta forma distanciamos um pouco mais o conceito de coragem e o de cobardia. Mas isso não significa que a coragem e a cobardia estejam em pólos opostos. Ambos os conceitos derivam de um factor comum: o medo. Nascem do mesmo “ovo”.
 
Agir com coragem ou agir com cobardia é uma reacção que se pode ter perante um determinado medo. Não há ninguém que possa dizer que é totalmente corajoso ou totalmente cobarde. Pode afirma-lo mas está a mentir, não está a ser honesto. Cada medo é um medo e cada reacção é uma reacção. Todos nós já tivemos episódios em que nos acobardamos e episódios em que nos agigantamos perante determinado medo. A nossa personalidade vai sofrendo mutações e vamos vencendo certos medos, vamos sendo vencidos por outros e vamos criando medos novos. Há pessoas que têm um passado rico em acções de coragem e são mais propensas a reagir com actos de coragem mas, a qualquer momento, estão sujeitas a reagir com cobardia. Da mesma forma que há pessoas que têm um passado pobre em acções de coragem e são mais propensas a reagir com actos de cobardia mas, a qualquer momento, estão sujeitas a reagir com coragem. A cada desafio que surge, é-nos dada uma nova oportunidade de optar. É o livre arbítrio que me diz, de cada vez que tenho que decidir, que o destino não está escrito. As circunstâncias podem ser mais ou menos favoráveis mas, em última instancia, eu tenho uma palavra a dizer.
 
Há dias fiz uma introspecção ao meu “eu profundo”. Tentei ser o mais honesto possível comigo mesmo e cheguei à conclusão que não sou tão corajoso como pensei que era. Creio que globalmente sou uma pessoa cobarde e pontualmente exibo alguma coragem. Tenho demasiados medos e paraliso demasiadas vezes perante eles. Sinto-me, em muitos casos, como um rato a fugir de um navio que naufraga. Tenho feito pouco uso da “palavra” perante as dificuldades e muitas vezes procuro a fuga mais fácil. É difícil confessar a nossa cobardia e a confissão implica coragem. Ser honesto implica – espero - coragem…
(imagem retirada da internet)
Atentamente,
José.

sinto-me: Pensativo
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publicado por ejail às 11:13
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Terça-feira, 22 de Maio de 2007
Algaraviada
Esta coisa do coração mexe com a cabeça. E não há cabeça no mundo que consiga perceber o que o meu coração está a esconder. Porque ele próprio se esconde, cansado pela muita tristeza que teve - e que ainda tem - de carregar. Bem que o ouço a pedir descanso entre as - cada vez mais - frequentes arritmias. Bem que o ouço gemer entre cada batimento irregular. Parece quer desistir mas, quando já nada espero, eis que me bate de novo. Sinto-me muito só, perdido, sem perspectivas e com o coração nas mãos. Mas nada disto interessa – nem quero que interesse – a ninguém!
 
Fico revoltado por cair nesta condição de absoluta tristeza. Não me conformo! Mas esta solidão que me gela os ossos parece ser mais forte que todas as minhas forças. Pode dizer-se que é uma cobardia mas acho que mais cedo ou mais tarde isto vai acabar comigo. É claro que vou sempre dizer que não, que não, que não... Vou sempre repetir que não até fazer de conta que acredito. Mas, comigo… bem… comigo é só garganta…
(imagem retirada da internet)
A verdade é que, diga eu o que disser, nunca me senti tão só como hoje e não prevejo que o amanhã vá ser melhor. Hoje não vislumbro esperança, não vislumbro amor e não me sinto com fé para continuar. Estou sobremaneira cansado. Parece que hoje vou ter, sem dúvida, um bom combate pela frente. Parece que, amanhã, também. Hoje estou no meu melhor! E amanhã?...
 
Desatentamente,
ejail.

sinto-me: Deprimido

publicado por ejail às 10:36
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Terça-feira, 15 de Maio de 2007
Velhos são os trapos… e eu.
“Eu sou Aquele que sou” – disse Deus a Moisés.
 
Por outras palavras, Deus disse que Moisés era um metediço e mandou-o à fava.
 
Os meus olhos já não se abrem tanto como quando tinha 20 anos. A massa corporal aumentou ligeiramente mas, para mal dos meus pecados, de uma maneira disforme. Os ossos fazem mais barulho e as juntas tornaram-se mais lentas. Músculos? Sempre foram um bocadinho tímidos… A pele revela menos elasticidade e, ao mesmo tempo, exibe mais vincos… transpira algum cansaço… Por outras palavras: estou bem lixado das cruzes.
(imagem retirada da internet)
Regra geral, a sociedade dos nossos dias dá primazia ao aspecto físico em detrimento de outros valores. Mas, pior que isso, estipula padrões ideais de beleza difíceis de atingir pelo cidadão comum. O cidadão comum é impelido, por uma série de factores, a realizar sacrifícios para atingir tais padrões com o fim de atingir um estatuto social que o permita sentir-se integrado. Escusado será dizer que muitos não conseguem e há até quem morra a tentar.
(imagem retirada da internet)
Eu penso que o meu bem-estar físico só a mim diz respeito. Se eu quiser ir ao ginásio, faço-o por mim e não pelo que os outros possam pensar. Portanto, quando vejo aqueles anúncios de aparelhómetros electro-adelgaçantes, aqueles frascos de reduce-lipo-fat-fast, cremes anti-age for metrosexual men Q?10, ou desenvolvedores de pénis milagrosos, a única coisa que eu - como ser humano ( alegadamente ) esclarecido - posso dizer é: eu sou aquele que sou… e ninguém tem nada a ver com isso… e mando-os todos à fava! Eu sou aquele que sou... com defeitos e virtudes. É isso que me torna único. Não quero ser nenhum clone, nem um imitador! Essencialmente é uma questão de atitude mental. É lógico que, aqui para nós, fisicamente não me importava de ser um garanhão como o Sancho Pança, mas não é por isso que vou andar deprimido. Mais importante, para mim, é ser bonito por dentro. Não é que o seja… Acho, mesmo, que precisava de uma lipoaspiração espiritual mas, desses tratamentos, não inventam eles…
(imagem retirada da internet)
ps: eu não fumo. Mas, se fumasse, só deixava de o fazer por mim e não pelo que os outros possam pensar. Sem pressões... quando me sentisse preparado. Os outros, esses metediços, que vão à fava!
 
Atentamente,
ejail.

sinto-me: Pensativo

publicado por ejail às 21:59
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007
3 Perguntas Sem Resposta - Parte 1
Desde tempos imemoriais que a filosofia encerra três questões que têm assolado a humanidade. Muitos teólogos, pensadores e experimentalistas se têm debruçado sobre elas mas até hoje continuam sem uma resposta inequívoca. São elas, por ordem meramente aleatória:
 
- Quem sou eu?
- O que há para além da morte?
e
- Porque é que a galinha atravessou a estrada?
 
Não sou pretensioso ao ponto de tentar responder a qualquer destas questões. Quando penso naqueles pensadores que ensaiaram pensamentos em volta destas perguntas, torno-me subitamente mais humilde. Mas nada impede que procure, para mim mesmo, algumas tentativas de resposta para tentar saciar o meu espírito inquieto.
 
Quem sou eu?
 
Que pergunta! Estou na minha secretária a escrever e penso: será que a caneta, que tenho à minha frente, tem consciência de si mesma? Alguém poderá dizer que é um objecto inanimado e, dessa forma, responder rapidamente à pergunta. Mas, por outro lado, se pudéssemos pegar num microscópio superpotente e fossemos analisando a caneta, cada vez mais ao pormenor, até chegarmos ao nível do átomo, do electrão, ou do quark, veríamos que, tal como num ser vivo, há actividade na matéria que compõe a caneta. Portanto, custa-me dizer que a caneta é um objecto inanimado… Mas, apesar disso, não me custa admitir que a caneta não tem consciência de si mesma.
(imagem retirada da internet)
A caneta é um objecto constituído por uma infinidade de partículas de matéria. Eu sou um objecto constituído por uma infinidade de partículas de matéria. O que me distingue da caneta? Há algo que tenho que, aparentemente, a caneta não terá: uma consciência. A caneta escreve porque alguém pega nela e faz a sua ponta deslizar por uma folha de papel. Não me parece que tenha vontade própria. Mas, por outro lado, será que a minha vida vai sendo escrita de acordo com a minha vontade própria? Nesse aspecto poderei sentir-me, uma vez mais, igual à caneta. Mas há mais semelhanças entre mim e a caneta. A caneta escreve até se lhe acabar a tinta. Depois, ou é deitada fora, ou recarregada para continuar a escrever. Em certa medida, a nossa vida também vai sendo escrita e, como a tinta, vai-se acabando. Depois, quando a vida acabar, podem acontecer duas coisas: não há mais nada para além da morte e isso significa que vou para o lixo – se tiver sorte, servir de húmus para adubar os campos agrícolas - ou, pelo contrário, há algo mais para além da morte e é-me dada uma recarga de vida, para além de servir de húmus para adubar os campos agrícolas. Este paradigma, no entanto, já se enquadra na segunda questão e não a quero, para já, desenvolver.
 
O importante, neste momento, é saber se tenho consciência de mim mesmo. É saber se sou potencialmente diferente da caneta que, aqui, representa um ser “inanimado”. Talvez, como a caneta, eu não consiga impor a minha vontade mas, pelo menos, consigo impor a minha dúvida. E, será a dúvida, composta por matéria? Será que devo procurar na matéria a diferença entre mim e a caneta? Será que é no capítulo material que devemos procurar as diferenças entre um ser animado e um objecto inanimado?
 
O facto de poder questionar, quem sou e o que é a questão, deve ser facto suficiente para me dar ânimo. Portanto, à pergunta “quem sou eu?”, respondo: Não sei, só sei que estou animado…
 
(Continua... quando a caneta tiver vontade...)

sinto-me: Pensativo

publicado por ejail às 12:26
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2007
Cadeia Alimentar
Dizem que o homem está no topo da cadeia alimentar.
Dizem que nem só de pão vive o homem.
Dizem muita coisa…
 
A cadeia alimentar é um objecto difícil de sistematizar porque é, em tudo, demasiado complexo. É um organismo vivo em constante mutação. Darwin defendia que a evolução é o resultado da sobrevivência dos mais fortes. Mas será que isso pode ser aplicado ao homem? Será que o ser humano está a evoluir ou, pelo contrário, se encontra em franca regressão? É uma questão que tem tanto de interessante como de desinteressante. Mas avancemos… Comecemos por definir “mais forte”. É cientificamente aceite que, mais forte é “capaz de melhor adaptação”. Assim sempre que, em determinado habitat, são trocadas as perguntas o ser mais forte é aquele que mais rapidamente encontra as respostas certas. Estamos a começar a chegar lá…
 
A cadeia alimentar, que quero efectivamente abordar, não está, de todo, relacionada com o alimento em si. Parece um contra-senso mas será que é?... Não é do pão que pretendo falar. É interessante trazer Darwin para a sociologia e analisar as relações entre hierarquias e entre iguais numa sociedade, num determinado período de tempo. Porém, se atendermos a Darwin, teremos que considerar que a linha do gráfico da evolução do homem anda sempre no mesmo sentido da evolução da linha temporal. Mas… e as calças de boca-de-sino?
 
Como é que, algures cerca de 1960 anos depois de Cristo, apareceram estes estranhos artefactos da evolução? É aqui, na minha opinião, que Darwin perde a batalha. É aqui que a teoria da evolução cai por terra! Apesar de hoje ser anedótico, na época esse modelo de calças era inovador e fazia, do pobre ser humano que as usava, uma pessoa avançada e moderna. Hoje existem outros adereços mas, alguns deles vão ser, daqui a uns anos, equiparados às famigeradas calças. É inevitável! Claro que, hoje, quem usa os adereços inovadores já não é tida como uma pessoa moderna. A palavra moderna já está antiquada. Nos dias de hoje quem usa esses adereços de proa são os chamados Cool.
(imagem retirada da internet)
Usar calças de boca-de-sino ou os adereços actuais equivalentes ( como piercings, tatuagens new age e óculos escuros do tamanho de capacetes ) não é só uma questão de moda. É também um estado de espírito, uma atitude perante a vida e a sociedade de Darwin. Quem os usa são indivíduos "diferentes" e não são necessariamente os mais fortes… mas são, sem sombra de dúvida, os mais cómicos. Porque é importante não nos esquecermos do velho pensamento intemporal que atravessa gerações: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Portanto, se algum dia foste Cool e te deixaste fotografar, aconselho-te a teres as fotografias debaixo de olho...
(imagem retirada da internet)
As pessoas precisam de se sentir integradas num grupo com as mesmas crenças e afinidades e, ao mesmo tempo, precisam de se sentir únicas nesse grupo. Procuram ídolos e combinam-nos, como se fossem peças de legos para construírem a sua personalidade original - não me estou a excluir, mas eu sou mais uma construção monolítica de tijolo burro. Haverá alguém que, em consciência, pode dizer: eu sou original. Talvez sejamos todos ( ou maioritáriamente ) cópias originais. No entanto, ser Cool tem uma enorme vantagem para o indivíduo. Ser Cool é um factor preponderante para aumentar as probabilidades de o indivíduo acasalar. Quem é Cool pode, perfeitamente, dizer com convicção que nem só de pão vive o homem. Quem é Cool tem direito a umas boas postas de carninha e, no fundo, no fundo, o que se passa é que eu estou esfomeado e tenho uma certa inveja de não ser Cool… É verdade! Não arranquem os cabelos por mim... Bem sei, minhas fãs, que estão desoladas mas… o ejail não é lá um tipo muito Cool. O ejail é apenas um lobo solitário com o pêlo desgrenhado e sem adereços... tirando o telemóvel, claro.
(imagem retirada da internet)
Atentamente,
( me liga, vai... )
ejail.

sinto-me: Pensativo

publicado por ejail às 16:07
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