Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012
democrAZIA

Apetece-me cometer uma ilegalidade, mas não sei qual.

 

Poderia escolher tantas, mas sempre fui um pouco indeciso. Talvez um crime imensamente perverso e intelectual, mas hoje estou elanguescente. Fazer um Voodoo: espetar umas agulhas num Action Man e depilar uma galinha preta, mas isso é mais liberdade religiosa do que crime. Assaltar um banco ou, um pouco menos ambicioso, uma senhora idosa. Sim, a senhora idosa! A, sempre simpática, fácil e “Abutre-Ready”, senhora idosa! Mas acho que não... Ia ter pena do humanoide e o apuro não seria substancial. Um crime gramatical? Sou demasiado macho para considerar, o golpe em questão, como um crime! Talvez burlar? Sim, burlar! Uma palavra tão pequena, suave e acolhedora. Vamos na onda do “bur” e quando dámos por nós já estamos a chegar ao doce “lar”. É isso! Burlar! Cá vai a burla:

 

Portugueses: apertem os cintos porque há esperança!

 


sinto-me: pt-PT
música: pimba!

publicado por ejail às 01:57
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Domingo, 9 de Janeiro de 2011
Bom Ano!

 

Após tanto tempo sem escrever, seria de supor que tenho algo relativamente interessante para dizer. Não poderia, esta ideia, estar mais desviada da verdade. Neste canto, dizer algo de jeito, é pura ficção.

 

Este blog está em total decadência. Vazio de conteúdos, vazio de ideias, sem rumo, desalmado. Com uma linha estratégica de marketing, superiormente elaborada, no sentido da desgraça e da auto e alta (ou baixa) destruição. Este conjunto desconexo de textos está, a muito e muito, a caminho da aniquilação: o Apocalipse da Quinta Dimensão. Mas, para que conste, não tenho, como é hábito, qualquer responsabilidade no caso. A culpa é das famosas e famigeradas redes sociais: do Facebook e do Twitter, que esmagam as minhas audiências. – pausa para rancor (mínimo de 20 seg). – Ainda dei alguma luta com as minhas (vossas) 6381 visitas mas, por muita qualidade que elas tenham, se as convertesse em assinaturas não chegavam para concorrer à presidência da república. Como se não bastasse, estou fora de moda: ando pouco na rede e nada social.

 

Não escrever durante muito tempo não me esclarece a mente e provoca-me dificuldades ao nível das, sempre difíceis, decisões de colocação de virgulas. Escrever pouco é, também, em incerta medida, como deixar de lavar os dentes. Se, no caso da badalhoquice, ganhamos um sem número de amigas que dão pelo nome de bactérias, no caso da ausência de escrita, amealhamos os erros ortográficos. Se, no primeiro caso, ficamos com os dentes numa miséria, no segundo, os textos tornam-se miseráveis. Noto a ferrugem associada a cada letra, a chiadeira que produz cada palavra, as dificuldades de engrenagem entre as frases e a bosta que resulta de tudo isso. No entanto, tudo isso me faz sentir vivo, porque me faz sentir mortal. Claro que a frase anterior é treta (não sinto nada disso mas achei que era uma frase com power de hip-hop).

 

2011 vai ser um ano difícil para todos menos alguns. Se o país está sem valor, talvez nos reste perscrutar dentro de nós os valores que nos fazem, realmente, bem. Dessa forma, por mais que percamos, ganhamos sempre qualquer coisa e, essa qualquer coisa, é mais do que tudo o resto.

 

Um bom ano para todos os pacientes (pela paciência) que passaram e passam por aqui!

 

 

ejail


sinto-me: a rodar em falso
música: um dueto pimba qualquer

publicado por ejail às 23:23
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Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Escutas

Que o ouçam, posso compreender.

 

 

Darem-se ao trabalho de o escutar...

 

...................................................................................................................

 

 Ainda há gente corajosa, abnegada e com espírito de missão.

 

 

 

 

LEGAL !

 

 


sinto-me: Sinto que ninguém me escuta
música: Fado (em loop)

publicado por ejail às 00:37
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Domingo, 8 de Março de 2009
CR-ISE

 

 

 

 

 

 

(Imagem pilhada da internet, recorrendo ao método de PigJacking).

 

 

 

Toda a gente fala da crise. O mesmo é dizer que não há alguém que não fale da crise: a crise financeira, a crise económica, a crise global, a crise de valores... Ora, foi precisamente a partir deste blog, que a última – a crise de valores - se propagou e acabou por contaminar todo o mundo e partes do sistema solar. Tenho, portanto, que assumir a minha quota de responsabilidade pelo que se está a passar e não deixar o Barack Obama travar esta luta sozinho. Tenho mas não a vou assumir. Vou fazer de conta que não é nada comigo e esperar que algum mártir distraído, ou as próximas gerações, arquem com a culpa e/ou as consequencias.

 

Este parágrafo é inteiramente dedicado ao gourmet. O tema de hoje é, como não poderia deixar de ser: A Alimentação Face à Crise. Comece por servir, para entrada, pequenos quadradinhos de tostas com queijo Limiano, de modo a enquadrar o restante da refeição dentro do Orçamento. De seguida sugere-se uma de duas sopas: sopa da pedra ou caldo cinzento. Apesar de o bacalhau ser hoje um alimento dispendioso pode, facilmente e com algum esforço, ser adquirido a prestações ou, se tiver sorte, num brinde do Expresso e, dessa forma, aparecer* no prato dos portugueses. Recomenda-se, para prato principal, Bacalhau com alguns. Para vocês que querem perguntar, mas têm vergonha, a resposta é sim: sim, o bacalhau pode ser pescado nos mares de Chernobyl ( dá boas postas e é uma agradável surpresa para quem gosta de chupar rabos porque, por vezes, o mesmo bacalhau aparece com dois ou três em simultâneo). Para a sobremesa: sonhos ou, as mais acessíveis e cada vez mais corriqueiras, natas do inferno. Termine a refeição servindo um cálice de Três Velhotes - daqueles cujas reformas ainda estão em escudos – e, para quem for apreciador, um charuto de couve-flôr com brócolos e beringela. Os brócolos são apenas para cortar a acidez e o câncer.

 

Voltando ao assunto pré-gourmet: Se, numa remota e longínqua hipótese, eu quisesse tomar medidas de modo a estancar a crise, que poderia, efectivamente, fazer? A resposta é imediata: roubar as reformas (aos reformados, jamais aos políticos) e entrega-las, com toda a devoção e embrulhadas em forma de esmola, ao Banco Espírito Santo.

 

* consultar, por favor, as condições gerais dispostas no website do mágico da máscara.

 

 

 

ps (post-script - não confundir, por favor, com partido socialista): Na iminência de alguém sentir convulsões para comentar este artigo peço, apenas e solenemente, que o faça com orações gramaticais.

 

Atenciosamente,

ejail.


sinto-me: Um Sapo Barbudo
música: Hotel Rwanda - OST

publicado por ejail às 19:10
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Quarta-feira, 16 de Abril de 2008
Já era tempo de escrever…

Já era tempo de escrever… mas acho que vou esperar pelo acordo ortográfico…


sinto-me: Analfabeto
música: Silêncio

publicado por ejail às 12:09
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Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
Globosfera

Dizem, algumas mentes iluminadas (ou eliminadas), que a blogosfera é um local de engate. Eu acho que sim e, apesar disso, acho que não. Cada um diz o que quer e eu sou contra e a favor.

 

Li, uma vez, num famoso best-seller, que “tudo é vaidade” mas creio que, nos dias de hoje, a frase poderia ser facilmente adaptada para “tudo é engate”. São milhões de pessoas que, a toda a hora, não pensam noutra coisa senão “quem vou eu foder desta vez?”. Isto não acontece na blogosfera, acontece na blogosfera e em todo o recanto deste planeta podre e em decomposição. Tinha razão, o filósofo que empunhava uma lanterna em pleno dia. Tinha razão, quando respondeu à interpelação que lhe dirigiram, sobre o que fazia em pleno dia com uma lanterna, e ele lhes respondeu que procurava um homem. Nunca surgiram tantos ditadores por metro quadrado como agora. A satisfação pessoal é o objectivo supremo do indivíduo nem que para isso tenha que foder meio mundo. Chama-se a isso globalização. Seja de extrema-esquerda, de extrema-direita, ou de extrema-centralidade, seja do raio que o parta, não interessa a doutrina porque o homem é uma merda!

 

Claro que estou optimista e, precisamente por isso, admito que há excepções. Conheço algumas, na blogosfera e fora dela, mas o que eu digo é: excepções, vão havendo…

 

 

PS: Não querendo parecer interesseiro:

Se alguém souber de algum part-time, agradecia que me deixasse uma indicação nos comentários. Não queria, claro, um daqueles empregos em que se ganha 5000 Euros por mês, porque se trabalha muito pouco e ganha-se muito dinheiro. Eu, como bom português de classe média-baixa-que-não-é-chico-esperto-daqueles-que-têm-o-cabelo-empastado-em-gel-e-conduzem-o-carro-que-quitaram-com-o-dinheiro-obtido-num-assalto-ou-num-emprego-que-conseguiram-com-cunhas-ou-favores-menos-claros-que-conduzem-o-carro-com-uma-mão-e-fazem-piças-com-a-outra-enquanto-ultrapassam-pela-direita-a-200-matando-dois-ou-três-pombos-e-ainda-businam, fui habituado precisamente ao contrário: a trabalhar muito como uma besta e a ganhar muito pouco como um otário. Se alguém souber de algum part-time…

 

Melhores cumprimentos,

ejail.


sinto-me: Gastronomicament falando,bosta

publicado por ejail às 18:50
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Terça-feira, 2 de Outubro de 2007
Há Caldo Verde e Bifanas

Não há nada Caldo Verde nem Bifanas! Apeteceu-me colocar “Há Caldo Verde e Bifanas” no título mas o post não tem nada a ver com isso. Já sei que é defraudar as expectativas mas… pensando bem: alguém, ao entrar neste blog, tinha expectativas?..

 

Geralmente só consigo escrever quando estão reunidas três condições essenciais: tenho de estar deprimido, não posso estar demasiado cansado e a televisão não pode estar a passar os comentários do Marcelo Rebelo de Sousa.

 

Houve aí uns dias em que, de facto, eu não andei deprimido. Até queria escrever e fazia de tudo para me deprimir mas, confesso, os meus esforços goraram-se num rotundo falhanço. Alturas houve em que estive quase a atingir um estado Zen de depressão mas, simplesmente, não me conseguia concentrar o suficiente e perdia a pujança antes de consumar o acto. Lamentável e vergonhoso! Até nisso me sinto inútil... Mas palpita-me que, finalmente, terei conseguido.

 

Sinto-me abatido e hoje, particularmente, triste. Sinto uma enorme vontade de metralhar o vazio da folha com o negro das letras e, ao mesmo tempo, deparo-me com um grande cansaço, em forma de bloqueio, que me causa impotência intelectual (talvez não apenas intelectual, mas isso não é tema para aqui e sim assunto para discutir em local próprio). Não sei como traduzir o que me vai na alma. Não sei como explicar, não é fácil. Sinto-me quase como um espirro aprisionado, como um soluço engasgado. É algo, talvez, como aquelas diarreias intestinais que precisam de explodir mas que se deparam com uma irritante e inesperada prisão de ventre. É essa, sem dúvida, a imagem mais apropriada para definir o meu caótico estado de espírito.

 

Mas a verdade é que me sinto deprimido. A verdade é que me sinto cansado. A verdade é que hoje me sinto tão ausente que, se calhar, até podia ouvir o Marcelo Rebelo de Sousa, discursar durante nove horas, com total apatia e indiferença (ou, vendo bem as coisas e pensando melhor, talvez não!). Há certas coisas que não nos matam mas deitam-nos ao chão. Há certas coisas que magoam. Mas eu não me deixo ir abaixo e há, de facto, certas coisas que magoam só que, da mesma forma que magoam, também saram. Da mesma forma que nós caímos também nos levantamos. É só uma questão de tempo. O tempo é, em última análise, como um xamã: um bom conselheiro e um melhor curandeiro. É bem verdade que hoje me sinto muito abatido mas, amanhã, não sei como me vou sentir (apesar de ter fortes suspeitas). Tenho objectivos a atingir, sonhos a realizar e ambições a materializar. Finalmente sei para onde quero ir. Finalmente sinto que, apesar das dificuldades e dos espinhos, trilho o caminho certo. Há que ser (moderadamente) optimista!

 

Peço desculpa a todos os meus (poucos mas bons) leitores pela minha ausência prolongada. Quero que saibam que, neste intervalo de tempo, não deixei de espreitar os vossos excelentes blogs. Por fim, agradeço todos os simpáticos comentários que me deixaram. Não vos mereço e vocês não merecem o fardo de me aturarem.

 

Atentamente,

ejail.


sinto-me: A Precisar De Um Café
música: Silencio

publicado por ejail às 17:55
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Quarta-feira, 4 de Julho de 2007
BLOG EM POSTas
A forma como aqui coloco as letras, faz-me lembrar aqueles escaravelhos do canal Odisseia, a arrastarem berlindes de merda de búfalo (ou de outro animal de porte igualmente abastado). As letras chegam aqui já sem vontade própria. Chegam cansadas, desacreditadas e desoladas. Eu desapontei-as.
(imagem retirada da internet)
Ultimamente não consigo escrever nada. Nada de jeito, pelo menos. Não tenho talento, não tenho ideias e não tenho vivências. Interiormente sinto-me vazio e – parecendo, mas não sendo redundante - sinto-me oco. Mas, talvez, “vazio” e “oco” não sejam os termos mais felizes para retratar o que se passa cá por dentro. Se fosse só isso... Esse “vazio” e esse “oco” estão preenchidos por uma angústia e uma confusão que me tornam, de todo, improfícuo. Retiram-me toda e qualquer utilidade. Sinto os neurónios dormentes e os neurotransmissores enleados em teias de aranha elanguescentes. Transformei-me, unicamente, numa espécie de prostituto de sentimentos e pensamentos. O blog, por sua vez, tornou-se num simples muro de lamentações e é, cada vez mais, um espaço autista: tenho escrito muito mas, maioritariamente, numa perspectiva de dentro para dentro. É uma escrita fechada com posts demasiado sérios, sisudos, cinzentos e graves.
 
Estou, claramente, abaixo de forma. Nunca mais vou dar nada… se é que alguma vez dei. Estou queimado. Estou, psicossomaticamente falando, fodido. Sinto-me um morto-vivo morto. Acho que já atingi aquele ponto de onde não há como retornar. Acho que, para o meu caso perdido, só há uma última solução de recurso: acho que estou, desesperadamente, a precisar de um relacionamento tórrido.
 
Estou a precisar, talvez, de uma mulher que me levante… a moral.
 
Atentamente,
ejail.

sinto-me: Um Escaravelho

publicado por ejail às 16:08
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Sexta-feira, 15 de Junho de 2007
Direito de res_POST_a
Transcrição da conferência de imprensa dada por sua excelentíssima eminência Sr. Ejail no hotel Vila Galé, no Porto, em 14 de Junho de 2007, aquando da sua passagem pela civilização terráquea.
 
"ejail – Boa tarde Srs. Jornalistas.
Repórteres – Boa tarde!
Gaypórter – É do conhecimento público que, Gabi Salgado, vai lançar um livro em que expõe factos da sua vida íntima. Há, de resto, um capítulo em que afirma que o Sr. Ejail lê coisas de filosofia e é gay. O que tem a dizer acerca disto?
ejail – ahhh… ahhhhhh… quer a resposta longa, ou a curta?
Gaypórter – Por que não experimentámos, para já, a curta…
ejail – Ok: não comento.
Gaypórter – Talvez a longa…
ejail – Há uma história oriental que, resumidamente, conta o seguinte:
 
«O mestre pediu ao seu discípulo que fosse ao cemitério e gritasse, com toda a capacidade dos pulmões, todo o tipo de elogios aos mortos. O discípulo assim fez e regressou para junto do mestre.
Mestre – Então… o que responderam os mortos?
Discípulo – Nada. Não disseram nada.
Então o mestre disse para o discípulo ir novamente ao cemitério e pediu-lhe que gritasse, bem alto, toda a classe de insultos aos mortos. Mais uma vez o discípulo obedeceu e, passado algum tempo, regressou para junto do mestre.
Mestre – E desta vez… os mortos responderam?
Discípulo – Como da primeira vez, venerado mestre, os mortos nada disseram.
Mestre – Assim deves ser tu: como um morto. Indiferente aos elogios e aos insultos».
 
Essa senhora é assim: tanto está a elogiar como a enterrar. Mas eu não me deixo levar por euforias, nem me deixo abater. É um assunto que já está a ser tratado pelo meu advogado imaginário.
Gaypórter – Não tem tuning no carro, não usa gel no cabelo e não tem o cabelo espetado, nem usa óculos escuros... Concorda que, por vezes, as pessoas podem sentir-se tentadas a pensar que o Sr. Ejail é gay?
ejail – Há uma campanha difamatória, levada a cabo pelo lobby Gay, no sentido de tentar aproveitar a minha notoriedade no campo esotérico, para fins políticos. Apesar de não beber Martini, sou macho!
Heteropórter – Mas a verdade é que não o vemos por aí, pelas ruas sombrias do Porto, com as pupilas dilatadas e os olhos vermelhos, a ressacar de fornicações com fêmeas ardentes… Dizem que os seus níveis de Testosterona estão na reserva e a luz já acendeu. Os mais ousados dizem, até, que já perdeu o seu estatuto de macho latino…
ejail – Bem… é um facto que os meus níveis de Testosterona estão num ponto crítico. Mas isso estará intimamente ligado com a pouca produção de Dopamina e Serotonina. Por outras palavras: tenho andado um pouco em baixo. Em relação às fêmeas ardentes: eu sou uma pessoa que gosta de mulheres que sabem o que querem. Mas o problema, o ciclo vicioso, é que, as mulheres que sabem o que querem, sabem que não me querem a mim. Porém, tudo isso não significa que eu não seja macho! Significa apenas que não sou um macho alfa, que estou desempregado, no fim da alcateia e que só posso ficar com os restos, e que muitas vezes nem restos sobram e… por favor, alguém que me esbofeteie para eu parar…
SLAP!
ejail – Obrigado, Marta…
Marta da OK! TeleSeguro – Sr. Ejail! Como classifica… (interrupção brusca)
ejail – Marta! Por favor… Não me venhas, outra vez, falar de furos… Sabes bem que só apareces nesta conferência de imprensa porque o patrocinador assim o exigiu.
Heteropórter – Sr. Ejail: mais uma pergunta!
ejail – Receio que não tenha tempo para mais. Tenho de ir fazer um filme porno… e os animais já estão a ficar impacientes…
Heteropórter – É a última, Sr. Ejail! Para aferirmos a sua real masculinidade! Se tivesse de escolher um parceiro erótico, qual destas personagens escolheria: Marco Paulo, Avô Cantigas, Rosa Mota, ou Paula Bobone?
ejail – Hum… Acho que me juntava aos quatro e fazíamos uma orgia… Muito boa tarde senhoras e senhores… e travestis… e transexuais … e metrosexuais… SLAP!"
(imagem retirada da internet)
E foi a transcrição das sábias palavras que o Sr. Ejail deixou à humanidade naquela, pouco soalheira e igual a tantas outras, tarde de quinta-feira.
 
Atentamente,
ejail.

sinto-me: Tresloucado
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publicado por ejail às 15:12
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Terça-feira, 12 de Junho de 2007
Curtas-metragens da Quinta Dimensão - Recluso
Há uma eternidade que os dias aqui na prisão me parecem todos iguais. Os guardas continuam os mesmos, com cara de poucos amigos. Parecem seres de outro mundo, desprovidos de sentimentos, desprovidos seja do que for. Dizem que ao sexto dia Deus criou o homem e do homem criou a mulher, mas algures entre o 665º e 667º dias o diabo criou os guardas. Não consigo imaginar os guardas como membros da sociedade, como pessoas com família. Parecem-me, simplesmente, personagens sem alma. Ontem só nos deram trinta minutos de pátio!
(imagem retirada da internet)
Os colegas são de confiança… Confiava tanto neles, como confiaria o meu último naco de carne a um cão faminto. Já não há responsabilidade solidária. Hoje é cada um por si e pronto.
 
Quanto à comida, se é que assim se pode chamar, é sempre a mesma. É certo que num dia é peixe, no outro é carne, é frito, ou cozido, mas na prisão parece existir uma fórmula secreta que transforma qualquer sabor num sabor característico e exclusivo: um aroma denso e pastoso a cárcere.
 
Dizem que esta prisão parece um inferno, mas aqui há esperança. Não muita, é certo, e maldita… Um dia, talvez um dia, eu consiga fugir daqui para fora e deixar todo este passado preso ao limbo do esquecimento.
 
Atentamente,
ejail.

sinto-me: Idiota

publicado por ejail às 15:27
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Sábado, 9 de Junho de 2007
Boa Vontade
Queria esclarecer um ponto: eu não sou um seguidor do diabo. Apesar da fotografia horripilante do perfil, não faço bruxarias, não espeto agulhas, nem sacrifico galinhas virgens pretas. Aliás, eu gostava que, neste momento, todos os leitores do meu blog dessem as mãos e fechassem os olhos, e me sentissem… me sentissem como um não seguidor do diabo. Não gosto desse palhaço e, acreditem ou não, eu sou Cristão. Pronto! Já podem abrir os olhos, desentrelaçar as mãos e podem, todos, repetir comigo: “Aleluia”! Aleluia irmãos…
 
Esclarecida que está a questão sobre a minha filiação político-partidária e, como prova da minha boa vontade, hoje apetece-me honrar o amor. Claro que isto é sol de pouca dura. Amanhã, se cá vier escrever, vou voltar a dizer mal de tudo. Esta homenagem ao amor é apenas um breve momento de fraqueza na minha inabalável e inexpugnável personalidade. Fica, antes que me arrependa, a tradução (não oficial) de um dos mais belos poemas alguma vez escritos. É uma homenagem a Helena de Tróia por um dos meus poetas favoritos, e o meu blog não seria nada se não fizesse esta singela homenagem a Edgar Allan Poe:
(imagem retirada da internet)
To Helen - Edgar Allan Poe
Helen, a tua beleza é para mim
Como aquelas barcas de Nicéia de outrora,
Que, suavemente, sobre um perfumado mar,
O exausto, extenuado viandante trazia
Até à sua terra natal.
 
Sobre mares encapelados vogava sem descanso,
O teu cabelo de jacinto, o teu rosto clássico,
O teu porte de Náiade trouxe-me de volta a casa
Para a gloria que foi a Grécia
E a grandeza que foi Roma.
 
Olha! No brilhante nicho da janela
Semelhante a uma estátua, eu te vejo ali!
O candelabro de ágata em tua mão,
Ah! Psiquê das regiões que
São Terra Sagrada!

sinto-me: Sinto Muitas Coisas

publicado por ejail às 22:07
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Quinta-feira, 7 de Junho de 2007
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor
Se o nojento do Cupido me volta a acertar com uma flecha, parto-lhe os cornos! Eu só quero estar sossegado no meu canto. Estou cheio destas guerras de corações. Estou cheio de alternar (semi-nu, num barão) entre a euforia e a depressão. Nunca mais me vão fazer ciúmes. O amor não dá a outra face, o amor é egoísta. Talvez, por eu não ser uma pessoa egoísta, o amor não queira nada comigo. Mas, agora, sou eu que não quero nada com ele. É um sentimento sobrevalorizado.
(imagem retirada da internet)
Também não quero ter esperança. A esperança é um sentimento que associo facilmente com uma força da física: o atrito. Só serve para empatar, para emperrar e atrasar. Quem tem esperança fica á espera, não segue em frente. Depois, é um sentimento manhoso: fica semi-escondido, à espreita de uma fraqueza do hospedeiro. A pessoa pensa que está desesperada mas, intimamente, ainda acredita de alguma forma que, à última da hora, pode surgir um milagre. Matar a esperança é mais difícil que deixar a heroína. É algo que nos atravessa os genes. Até os suicidas, em última análise, têm esperança: esperam que o seu gesto chame a atenção de quem nãos lhes deu bola; esperam que alguém repare neles; esperam acabar com o sofrimento; esperam sempre qualquer coisa, seja ela qual for… Devia haver um antibiótico que combatesse esta pandemia geral de esperança, ou uma vacina para inocular as criancinhas inocentes que não sabem o que as espera.
 
Este blog está a tornar-se aborrecido. Por que é que alguém o há-de visitar? Vou tentar, num futuro próximo, incluir alguns temas sobre sexo e erotismo. Hoje em dia, um produto, seja ele qual for, se não estiver associado a estas questões, está condenado ao fracasso. Até a religião precisa dos seus escândalos sexuais para subsistir. Os líderes religiosos são “pessoas” inteligentes e já se tinham apercebido disso. Vou ver se começo a colocar aqui algumas fotografias de mulheres semi-nuas em posições provocadoras. Se eu próprio estou a perder a vontade de vir ao blog, por que é que outras pessoas quererão cá vir? Por que é que há pessoas que se dão ao trabalho de ler estas porcarias que escrevo, quando me sinto – e isto é com toda a honestidade – o maior fracassado do Multiverso?
 
Atentamente,
ejail.

sinto-me: Pensativo e Confuso

publicado por ejail às 16:13
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Segunda-feira, 28 de Maio de 2007
Assistência Técnica para a Alma
Por norma guardo o telemóvel no bolso esquerdo das calças. Aquela porra acaba por descair e aloja-se mesmo junto ao escroto. Com todas as radiações inerentes, se um dia tiver filhos, eles já vão, provavelmente, nascer com Bluetooth. Uma vantagem evolutiva que lhes irá conferir competitividade num mundo cada vez mais competitivo, segundo os padrões de Darwin. Mas adiante... Saco o telemóvel do bolso e procuro nos contactos a inscrição “Deus”. Faço a chamada e aguardo. Passados alguns segundos recebo a indicação de que o telemóvel se encontra desligado e ouve-se uma mensagem do Voicemail: “Olá, Eu sou Deus e, de momento, não estou. Para qualquer assunto deixe mensagem ou desligue e faça uma oração. A segunda alternativa fica mais barata e o efeito é o mesmo. Hello, I’m God and I’m away at the moment. For any Issue, leave a message or you can turn off the phone and start praying. The second alternative is cheaper and the effect should be the same. Bonjour, Je suis Dieu (…)”. Desligo. Para o que precisava, Deus era a entidade mais indicada.
(imagem retirada da internet)
Eu costumava caçar os meus próprios alimentos mas cansei-me de andar atrás de caracóis e agora, como toda a gente, quando preciso de alimentos vou às compras. Porém, quando uma loja está fechada ou somos mal recebidos, aproveitamos a poderosa lei do capitalismo, da oferta e da procura, para fazermos compras num outro local. Dessa forma “matamos” dois coelhos com uma cajadada: potencialmente seremos melhor atendidos e contribuímos para uma melhoria global do serviço, enquanto chateamos o comerciante que nos recebeu mal ou não nos recebeu. Ainda com o telefone na mão e dentro da letra “D”, desço um nome abaixo: “diabo” – Neste caso, até sabia o número de cor, porque “666” é de fácil memorização. Deus e o diabo são como multinacionais – mais até multiuniversais - que actuam no mesmo ramo, embora com especializações diferentes. São, em todo o caso, concorrentes e, para melhorar o serviço, decidi aplicar a lei da oferta e da procura. Marco o número e, passados alguns segundos, ouço no meu telemóvel uma voz sensual: “Bem-vindo ao Inferno. Para assuntos espirituais, prima 1. Para assuntos carnais, prima 2. Para ajuda de um operador especializado chamado Maya ou Bambo, prima 3”. Bem… parece que o chifrudo está a fazer um bom trabalho no campo do Customer Relationship Management (CRM) e, aqui para nós, o diabo nunca teve problemas em seduzir. Porque preciso desesperadamente de alimento espiritual, primo a tecla “1” e aguardo. A mesma voz debita mais um menu de múltipla escolha: “Você escolheu assuntos espirituais. Para comércio de almas, prima 1. Para bruxedos e feitiços corriqueiros, prima 2. Para bruxedos e feitiços especiais com sacrifícios humanos, de cabras ou de galinhas pretas, prima 3. Para possessões, prima 4. Para a Assembleia da República, prima 5. Para outros assuntos, ou para ser atendido por um advogado, prima 6”. Nesta altura primo 6 e aguardo: “(…)o tempo médio de espera para atendermos a sua chamada é de 6 minutos. Relembramos que 6 minutos é pouco tempo face à eternidade(…)”. Uma fracção da eternidade depois, uma outra voz faz-se ouvir:
 
-   Inferno, boa tarde! Em que posso ser-lhe útil?
-   Boa tarde. Eu estou a ligar porque tenho um problema que penso poder catalogar de “espiritual”.
-   Muito bem… estou a ver. Tenho o prazer de estar a falar com… Já tem cartão de cliente?
-   Não, não! Não tenho cartão de cliente. É a primeira vez que estou a ligar para aí e o meu nome é ejail. Para já não pretendia aderir. Gostava, primeiramente, de aferir da qualidade do serviço.
-   Sr. Ejail, nós aqui no inferno, somos uma empresa certificada. Estamos certos de que, após experimentar os nossos serviços, se converterá num cliente habitual e ficará eternamente connosco. Mas qual é então o problema que o traz por cá?
-   Bem… é que eu sinto-me triste, só e vazio. Não sei como, mas estas três coisas cabem todas dentro de mim…
-   Hum… um pouco como a Santíssima Trindade…
-   Não diria tanto... Trindade sim, mas não santíssima… um bocado por aí…
-   É muito fácil para nós, empresa especializada e certificada, resolvermos o seu problema. Arranjamos-lhe já uma festa, uma Playmate e, quanto ao seu vazio, digamos que lhe podemos encher os bolsos com um jackpot do Euromilhões.
-   Uau! Hum… mas espere… e acha que, com isso, eu fico bem?
-   É garantido! Só tem de fazer uma coisa primeiro.
-   Sim, sim! O que é que tenho de fazer?
-   Tem que nos vender a sua alma. Hoje em dia é um processo de muito fácil concretização. Só tem que ir ao eBay e colocar um anúncio. “Alguém” a vai comprar. Mas pode também, se preferir, enviar a sua alma por transferência bancária no multibanco.
-   De facto, vocês ai no inferno, estão a trabalhar bem. Parece tudo tão fácil e a alma é algo que não parece fazer falta nenhuma no dia-a-dia. Se ninguém me dissesse que tenho alma, provavelmente nem sabia que a tinha. Mas não sei… vamos fazer assim: Vou tirar um tempo para reflectir e depois digo qualquer coisa…
(imagem retirada da internet)
E desligo.
 
Aquela coisa da alma… Aqui a atrasado estive a comparar-me a uma caneta e não via grandes diferenças. Era uma Bic… Não sei quase nada sobre a alma e pergunto-me se não será ela, a alma, a responsável por eu não ser “inanimado” como a caneta? Mas não sei… se estivesse a reparar um Boeing e visse um parafuso, e não soubesse para o que servia, acho que não o ia tirar…
 
Talvez, aproveitando um buraco na lei, eu consiga obter aquilo que pretendo e ficar com a alma. A lei diz que posso assinar um contrato e é-me concedido um período de carência em que posso voltar atrás. Portanto, a ideia seria vender a alma ao diabo, fazer a festa, fornicar a Playmate e ganhar o Euromilhões. Consumados os benefícios vou, num ápice, arrepender-me junto de Deus. Claro que há sempre coisas que podem correr mal, como por exemplo: Deus estar sem rede no telemóvel... Mas já pensei em tudo. Vou ligar a Deus de uma igreja, porque lá têm mais rede. Se, ainda assim, Deus não me atender, posso sempre tentar comprar uma outra alma que esteja para venda no eBay…
 
Não é fácil aplicar o sistema chinês ao capítulo espiritual. Um país e dois sistemas, versus, uma alma e dois deuses. Não é fácil e não sei se é viável. Ninguém pode andar muito tempo em cima do muro, algum dia há-de cair para um dos lados. Portanto, para evitar todas estas complicações, o melhor é manter o telemóvel junto ao escroto, não acreditar em Deus, não acreditar no diabo e não acreditar na alma. Talvez o melhor seja mesmo continuar a sentir-me triste, só e vazio.
 
“A grandeza da oração reside principalmente no facto de não ter resposta, do que resulta que essa troca não inclui qualquer espécie de comércio” - Antoine Saint-Exupéry.
 
Atentamente,
ejail.

sinto-me: Idiota

publicado por ejail às 17:04
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Terça-feira, 15 de Maio de 2007
Velhos são os trapos… e eu.
“Eu sou Aquele que sou” – disse Deus a Moisés.
 
Por outras palavras, Deus disse que Moisés era um metediço e mandou-o à fava.
 
Os meus olhos já não se abrem tanto como quando tinha 20 anos. A massa corporal aumentou ligeiramente mas, para mal dos meus pecados, de uma maneira disforme. Os ossos fazem mais barulho e as juntas tornaram-se mais lentas. Músculos? Sempre foram um bocadinho tímidos… A pele revela menos elasticidade e, ao mesmo tempo, exibe mais vincos… transpira algum cansaço… Por outras palavras: estou bem lixado das cruzes.
(imagem retirada da internet)
Regra geral, a sociedade dos nossos dias dá primazia ao aspecto físico em detrimento de outros valores. Mas, pior que isso, estipula padrões ideais de beleza difíceis de atingir pelo cidadão comum. O cidadão comum é impelido, por uma série de factores, a realizar sacrifícios para atingir tais padrões com o fim de atingir um estatuto social que o permita sentir-se integrado. Escusado será dizer que muitos não conseguem e há até quem morra a tentar.
(imagem retirada da internet)
Eu penso que o meu bem-estar físico só a mim diz respeito. Se eu quiser ir ao ginásio, faço-o por mim e não pelo que os outros possam pensar. Portanto, quando vejo aqueles anúncios de aparelhómetros electro-adelgaçantes, aqueles frascos de reduce-lipo-fat-fast, cremes anti-age for metrosexual men Q?10, ou desenvolvedores de pénis milagrosos, a única coisa que eu - como ser humano ( alegadamente ) esclarecido - posso dizer é: eu sou aquele que sou… e ninguém tem nada a ver com isso… e mando-os todos à fava! Eu sou aquele que sou... com defeitos e virtudes. É isso que me torna único. Não quero ser nenhum clone, nem um imitador! Essencialmente é uma questão de atitude mental. É lógico que, aqui para nós, fisicamente não me importava de ser um garanhão como o Sancho Pança, mas não é por isso que vou andar deprimido. Mais importante, para mim, é ser bonito por dentro. Não é que o seja… Acho, mesmo, que precisava de uma lipoaspiração espiritual mas, desses tratamentos, não inventam eles…
(imagem retirada da internet)
ps: eu não fumo. Mas, se fumasse, só deixava de o fazer por mim e não pelo que os outros possam pensar. Sem pressões... quando me sentisse preparado. Os outros, esses metediços, que vão à fava!
 
Atentamente,
ejail.

sinto-me: Pensativo

publicado por ejail às 21:59
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Sábado, 12 de Maio de 2007
3 Perguntas Sem Resposta - Parte 3
Existem inúmeras razões que levam uma galinha a atravessar a estrada. Esta é apenas uma delas:
 
Ingredientes ( para 4 pessoas ):
 
- 1 frango médio
- 2 colheres de sopa de óleo
- 1 colher de sopa de manteiga
- 120g de bacon cortado em pedacinhos
- 1 folha de louro
- sal e pimenta q.b.
- 1 cerveja preta ( 33cl )
- 8 cebolinhas
 
Modo de preparação:
 
Corte o frango em pedaços.
Leve ao lume um tacho com o óleo e a manteiga; quando aquecerem, junte os pedaços de frango e deixe-os dourar por igual.
De seguida, misture os pedacinhos de bacon e a folha de louro e tempere com sal e pimenta. Adicione então a cerveja, tape o tacho e deixe cozinhar durante 40 minutos, em lume brando.
Passados 25 minutos, junte as cebolinhas descascadas e deixe acabar de cozinhar.
Sirva o frango com massa cozida ou arroz e legumes salteados.
 
Dica do chefe:
Pode utilizar cerveja normal. As cebolinhas podem ser substituídas por cogumelos. Também pode preparar esta receita com oito perninhas de frango”.
(imagem retirada de livro)
Esta receita dá pelo nome de "Frango com cerveja preta" e é uma cortesia involuntária do chefe Hernâni Ermida. É de fácil preparação, económica e leva cerca de 50 minutos a confeccionar.
 
Este blog cumpre assim o seu derradeiro destino, que é contribuir para uma considerável ( alegada ) melhoria do nosso mundo gastronómico, enquanto desperta consciências para os problemas que afectam a sociedade galinácea.
 
(Continua… se não se registarem casos de intoxicação alimentar entre os leitores…)
 
Até lá... Bom apetite!

sinto-me: Cozinheiro

publicado por ejail às 14:58
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2007
3 Perguntas Sem Resposta - Parte 1
Desde tempos imemoriais que a filosofia encerra três questões que têm assolado a humanidade. Muitos teólogos, pensadores e experimentalistas se têm debruçado sobre elas mas até hoje continuam sem uma resposta inequívoca. São elas, por ordem meramente aleatória:
 
- Quem sou eu?
- O que há para além da morte?
e
- Porque é que a galinha atravessou a estrada?
 
Não sou pretensioso ao ponto de tentar responder a qualquer destas questões. Quando penso naqueles pensadores que ensaiaram pensamentos em volta destas perguntas, torno-me subitamente mais humilde. Mas nada impede que procure, para mim mesmo, algumas tentativas de resposta para tentar saciar o meu espírito inquieto.
 
Quem sou eu?
 
Que pergunta! Estou na minha secretária a escrever e penso: será que a caneta, que tenho à minha frente, tem consciência de si mesma? Alguém poderá dizer que é um objecto inanimado e, dessa forma, responder rapidamente à pergunta. Mas, por outro lado, se pudéssemos pegar num microscópio superpotente e fossemos analisando a caneta, cada vez mais ao pormenor, até chegarmos ao nível do átomo, do electrão, ou do quark, veríamos que, tal como num ser vivo, há actividade na matéria que compõe a caneta. Portanto, custa-me dizer que a caneta é um objecto inanimado… Mas, apesar disso, não me custa admitir que a caneta não tem consciência de si mesma.
(imagem retirada da internet)
A caneta é um objecto constituído por uma infinidade de partículas de matéria. Eu sou um objecto constituído por uma infinidade de partículas de matéria. O que me distingue da caneta? Há algo que tenho que, aparentemente, a caneta não terá: uma consciência. A caneta escreve porque alguém pega nela e faz a sua ponta deslizar por uma folha de papel. Não me parece que tenha vontade própria. Mas, por outro lado, será que a minha vida vai sendo escrita de acordo com a minha vontade própria? Nesse aspecto poderei sentir-me, uma vez mais, igual à caneta. Mas há mais semelhanças entre mim e a caneta. A caneta escreve até se lhe acabar a tinta. Depois, ou é deitada fora, ou recarregada para continuar a escrever. Em certa medida, a nossa vida também vai sendo escrita e, como a tinta, vai-se acabando. Depois, quando a vida acabar, podem acontecer duas coisas: não há mais nada para além da morte e isso significa que vou para o lixo – se tiver sorte, servir de húmus para adubar os campos agrícolas - ou, pelo contrário, há algo mais para além da morte e é-me dada uma recarga de vida, para além de servir de húmus para adubar os campos agrícolas. Este paradigma, no entanto, já se enquadra na segunda questão e não a quero, para já, desenvolver.
 
O importante, neste momento, é saber se tenho consciência de mim mesmo. É saber se sou potencialmente diferente da caneta que, aqui, representa um ser “inanimado”. Talvez, como a caneta, eu não consiga impor a minha vontade mas, pelo menos, consigo impor a minha dúvida. E, será a dúvida, composta por matéria? Será que devo procurar na matéria a diferença entre mim e a caneta? Será que é no capítulo material que devemos procurar as diferenças entre um ser animado e um objecto inanimado?
 
O facto de poder questionar, quem sou e o que é a questão, deve ser facto suficiente para me dar ânimo. Portanto, à pergunta “quem sou eu?”, respondo: Não sei, só sei que estou animado…
 
(Continua... quando a caneta tiver vontade...)

sinto-me: Pensativo

publicado por ejail às 12:26
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Sábado, 5 de Maio de 2007
Bruxedos e Bruxarias
www.google.pt
encosto
Pesquisar
0,13 segundos depois:
 
“Encosto – Wikipédia
Encosto, ou Possessão, segundo a interpretação religiosa, é um fenómeno maligno provocado a alguém por uma entidade exterior, nomeadamente um espírito ...”
 
Não é fantástica, a Wikipédia? No meio de 515.000 registos foi a primeira. É como o espermatozóide mais forte!
 
De uma forma muito simplista, um encosto é um espírito que se encosta a alguém deste mundo. Difere da possessão na medida em que não entra na pessoa, apenas a acompanha. Como exemplo não me ocorre nada melhor que usar o caso do Emplastro. Reparem que ele não entra porque não pode…
(imagem retirada da internet)
Enquanto que uma pessoa que sofre do mal do encosto manifesta essencialmente problemas neurofisiológicos que se enquadram na categoria da depressão, tipicamente uma pessoa possuída exibe traços que a levam muitas vezes a cair em situações que os médicos descrevem como ataques de epilepsia. Existem, no entanto, outras possíveis manifestações para um episódio agudo de possessão. Tais episódios não podem ser descritos recorrendo à palavra e só podem mesmo ser documentados com a ajuda da imagem. Estão a ser desenvolvidos esforços para se transportar tais descrições para Braille mas, até ao momento, não se conhece particular sucesso. Abaixo, alguns exemplos de episódios gerais de possessão:
(imagem retirada da internet)
Possuído mas inócuo. Para estes casos não vale a pena iniciar tratamento específico. O individuo não constitui particular perigo para a sociedade nem para ele próprio.
(imagem retirada da internet)
O tradicional exemplo de uma pessoa de portas abertas. Os espíritos entram e saem com grande facilidade e frequência. Manifesta estados agudos de inadequação e obscenidades, e o seu centro de gravidade descai muito frequentemente para a direita. Em casos extremos, é necessário muito trabalho para o libertar.
(imagem retirada da internet)
Aqui já um caso de Antes e Depois. Antes do exorcismo e depois do exorcismo. Efectivamente há marcas que não desaparecem e, mesmo depois de deixar de jogar headbol, a marca Zidane vai continuar a vender.
(imagem retirada da internet)
Um caso perdido.
 
Poderíamos facilmente encontrar mais exemplos para ilustrar estes dois "estados de espírito", mas este compendio não pretende, de todo, ser um manual de referência. Este artigo pretende apenas chamar a atenção para assuntos que, muitas das vezes, estão ocultos à sociedade em geral.
 
Quando era pequeno levaram-me à bruxa. Era algo normal antigamente e... eu era difícil de aturar… A bruxa disse que eu tinha um encosto de um enforcado e, segundo parece, é daqueles que não se querem ir embora. Não é propriamente agradável, andar por aí com um enforcado sempre atrás de mim, mas acho que sempre é melhor que ser possuído…
(imagem retirada da internet)
Exemplo exagerado de uma possessão violenta
 
À espera de ser fortemente processado e de alegar demência temporária,
 
Atentamente,
ejail
… e enforcado.

sinto-me: Espirituoso
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publicado por ejail às 19:06
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2007
Cadeia Alimentar
Dizem que o homem está no topo da cadeia alimentar.
Dizem que nem só de pão vive o homem.
Dizem muita coisa…
 
A cadeia alimentar é um objecto difícil de sistematizar porque é, em tudo, demasiado complexo. É um organismo vivo em constante mutação. Darwin defendia que a evolução é o resultado da sobrevivência dos mais fortes. Mas será que isso pode ser aplicado ao homem? Será que o ser humano está a evoluir ou, pelo contrário, se encontra em franca regressão? É uma questão que tem tanto de interessante como de desinteressante. Mas avancemos… Comecemos por definir “mais forte”. É cientificamente aceite que, mais forte é “capaz de melhor adaptação”. Assim sempre que, em determinado habitat, são trocadas as perguntas o ser mais forte é aquele que mais rapidamente encontra as respostas certas. Estamos a começar a chegar lá…
 
A cadeia alimentar, que quero efectivamente abordar, não está, de todo, relacionada com o alimento em si. Parece um contra-senso mas será que é?... Não é do pão que pretendo falar. É interessante trazer Darwin para a sociologia e analisar as relações entre hierarquias e entre iguais numa sociedade, num determinado período de tempo. Porém, se atendermos a Darwin, teremos que considerar que a linha do gráfico da evolução do homem anda sempre no mesmo sentido da evolução da linha temporal. Mas… e as calças de boca-de-sino?
 
Como é que, algures cerca de 1960 anos depois de Cristo, apareceram estes estranhos artefactos da evolução? É aqui, na minha opinião, que Darwin perde a batalha. É aqui que a teoria da evolução cai por terra! Apesar de hoje ser anedótico, na época esse modelo de calças era inovador e fazia, do pobre ser humano que as usava, uma pessoa avançada e moderna. Hoje existem outros adereços mas, alguns deles vão ser, daqui a uns anos, equiparados às famigeradas calças. É inevitável! Claro que, hoje, quem usa os adereços inovadores já não é tida como uma pessoa moderna. A palavra moderna já está antiquada. Nos dias de hoje quem usa esses adereços de proa são os chamados Cool.
(imagem retirada da internet)
Usar calças de boca-de-sino ou os adereços actuais equivalentes ( como piercings, tatuagens new age e óculos escuros do tamanho de capacetes ) não é só uma questão de moda. É também um estado de espírito, uma atitude perante a vida e a sociedade de Darwin. Quem os usa são indivíduos "diferentes" e não são necessariamente os mais fortes… mas são, sem sombra de dúvida, os mais cómicos. Porque é importante não nos esquecermos do velho pensamento intemporal que atravessa gerações: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Portanto, se algum dia foste Cool e te deixaste fotografar, aconselho-te a teres as fotografias debaixo de olho...
(imagem retirada da internet)
As pessoas precisam de se sentir integradas num grupo com as mesmas crenças e afinidades e, ao mesmo tempo, precisam de se sentir únicas nesse grupo. Procuram ídolos e combinam-nos, como se fossem peças de legos para construírem a sua personalidade original - não me estou a excluir, mas eu sou mais uma construção monolítica de tijolo burro. Haverá alguém que, em consciência, pode dizer: eu sou original. Talvez sejamos todos ( ou maioritáriamente ) cópias originais. No entanto, ser Cool tem uma enorme vantagem para o indivíduo. Ser Cool é um factor preponderante para aumentar as probabilidades de o indivíduo acasalar. Quem é Cool pode, perfeitamente, dizer com convicção que nem só de pão vive o homem. Quem é Cool tem direito a umas boas postas de carninha e, no fundo, no fundo, o que se passa é que eu estou esfomeado e tenho uma certa inveja de não ser Cool… É verdade! Não arranquem os cabelos por mim... Bem sei, minhas fãs, que estão desoladas mas… o ejail não é lá um tipo muito Cool. O ejail é apenas um lobo solitário com o pêlo desgrenhado e sem adereços... tirando o telemóvel, claro.
(imagem retirada da internet)
Atentamente,
( me liga, vai... )
ejail.

sinto-me: Pensativo

publicado por ejail às 16:07
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Quarta-feira, 2 de Maio de 2007
Quinta Dimensão
Terrorismo
Terrorism
 
Pronto! Já arranjei mais fãs para o meu blog do que qualquer outro que aqui esteja alojado. O Echelon já filtrou a palavra acima e enviou-a para o departamento de defesa norte-americano. Se eles não perceberem português de Portugal, têm a tradução mais abaixo para inglês dos Estados Unidos. Para ajudar à festa: weapon, Bush, shot, president, bomb, Ahmadinejad, Nuclear, Noddy. Acho que já está...
 
Sexo grátis
Sex for free
 
Sexo e grátis são palavras muito procuradas nos motores de busca. Não é que me interesse muito por estes temas… – vou reformular – ...é que me interesse muito por estes temas mas o que pretendo é, tão-somente, fazer com que o blog apareça no resultado das pesquisas. Para além do pessoal governamental, também quero ter alguns visitantes do sector privado. É Marketing. Será que ainda ninguém nota uma súbita sobrecarga dos servidores do Sapo?... E, agora que tenho público, já posso começar a escrever.
(imagem retirada da internet)
Muito bem… Para um produto que ainda não existe já tenho uma boa divulgação. Porque o importante, hoje em dia, não é o conteúdo mas sim a embalagem… e que embalagem isto já leva! Mas do que irá falar este blog? Deve ter algum objectivo? Claro que não. Não vai falar de nada, nem vai ter nenhum objectivo. Isso seria presunção. Não é preciso nenhum estudo de mercado para constatar que, baixando o nível, aumentam as audiências. É a lei de Tuga! - Leituga, para o comum dos portugueses. Se houvesse, portanto, um objectivo, esse seria o único.
 
Autor
 
O autor deste blog tem o 12º ano e uma licenciatura em Vácuo Aplicado – Vazio Esvaziado, em português. Vai, lamentavelmente, mas ao que tudo indica, fazer 30 anos este mês - se esquecermos a história do Echelon, claro. É uma pessoa deprimida e com alta propensão para a autocrítica. Pensa demais e age pouco, ao mesmo tempo que pensa mal e age pior. Se a Ténia fosse um signo do Zodíaco esse seria, sem dúvida, o seu. Por que é uma pessoa muito solitária e, durante muito tempo, foi um parasita. Mas a Ténia não é um signo do Zodíaco, portanto resta-lhe ser Touro – algo ou alguém lhe pôs um par de cornos… Bem, mas como não é jogador de futebol, vai passar, a partir de agora, a escrever na primeira pessoa do singular: ele sou eu. Decidi criar este blog para falar de tudo e para falar de nada, essencialmente de nada. Mas, sobretudo, este pequeno canto de escrita é uma terapia desesperada para tentar deixar o Hi5…
(imagem retirada da internet)
Atentamente,
ejail.

sinto-me: Infante D. Henrique
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publicado por ejail às 16:32
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