Terça-feira, 5 de Junho de 2007
(in)Felicidade(out)...
Eis como vejo a felicidade: como o Euromilhões. Só sai aos outros. A felicidade é, para mim como para muitas outras pessoas, uma utopia, um conceito do ser humano. Só que para mim é mesmo, não é algo que digo apenas da boca para fora. Para se aspirar a candidato à felicidade são precisas, na minha opinião, 4 coisas: genética, know-how, uma equipa competente e sorte. Resumidamente:
 
Genética – Há pessoas que nascem com uma maior predisposição para resistir às adversidades e manterem o equilíbrio mental e emocional. Da mesma forma que, em termos físicos há pessoas mais atléticas e saudáveis, o mesmo se aplica à componente psicológica.
 
Know-how – A educação que se teve, as filosofias assimiladas, a inteligência social e emocional. Todos estes factores se podem conjugar para que o bem-estar do indivíduo - enquanto ser isolado ou ser social - possa ser alcançado.
 
Equipa Competente – O que quero dizer com equipa competente é: a família, os amigos e os colegas. Se as pessoas que gravitam ao nosso redor são, regra geral, positivas ou negativas. Este ponto está, de certa forma, intimamente ligado com o know-how e a sorte.
 
Sorte – Ainda que de alguma forma, contra todas as probabilidades, conseguisse ganhar o Euromilhões, isso não seria, nem de perto, sinónimo de felicidade. E, só para que conste, é muito difícil ganhar o Euromilhões. Por mais fortes que sejamos, por mais competência que tenhamos e por melhores que sejam as pessoas que nos rodeiam, se não houver uma pitada de sorte a fluir por esses 3 factores… Diz-se que a sorte dá trabalho mas, da mesma forma, a falta de sorte dá “desemprego”…
 
Há, no entanto, pessoas que conseguem ser razoavelmente felizes sem que estas quatro condições se realizem em simultâneo. Todas as regras têm excepções e, para além do mais, estas regras são mero fruto da minha humilde opinião. Isto não é, propriamente, um documento oficial.
 
Eu não tenho tido a sorte de encontrar as pessoas certas e também não me sinto um grande primor da genética. O know-how não basta e, a cada dia que passa, tenho a sensação de saber menos. Sinto-me infeliz, estou cansado e estou cansado de estar cansado. Mas hoje tomei uma decisão: vou deixar de perseguir a felicidade. Vou deixar de a procurar. Não quero saber de mais nada. Estou cheio! Podem dizer que é cobardia, letargia, estupidez, conformismo, podem dizer o que quiserem. Quero lá saber! Só eu sei porquê.
 
A felicidade é um sonho
e, se é um sonho, então estou a dormir.
A desgraça é um pesadelo
e, se é um pesadelo, então estou a dormir.
Mas a felicidade não parece real
e a desgraça é demasiado real.
 
Nesta insónia de volver e revolver,
neste abrir e fechar de olhos sem ver,
neste cansado modo de escrever,
fica o inconformismo conformado,
o aforismo bem vincado:
 
Da desgraça não consigo acordar,
da felicidade não evito o despertar.
 
Atentamente,
José.

sinto-me: Chato

publicado por ejail às 22:42
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6 comentários:
De maz a 6 de Junho de 2007 às 09:58
oi, kuando deixamos de correr atrás da felicidade ou do que quer k seja, é quando a encontramos,quando menos esperares.


De ejail a 7 de Junho de 2007 às 22:16
Obrigado Maz por vires até ao meu humilde blog. Obrigado por leres o que escrevo e comentares. Obrigado por partilhares a tua experiência de vida. É sempre bom ouvir-te e espero ter-te cá mais vezes...

Um abraço,
José


De Xena a 6 de Junho de 2007 às 11:49
No outro dia deu uma reportagem na Tv sobre o tema "felicidade", a comunidade cientifica nos EUA chegou à conclusão que as pessoas hoje em dia sentem a obrigação de ser felizes. Mas não será a palavra obrigação por si só sinónimo de infelicidade?? Pois é, actualmente não procuro a felicidade, mas sinto que em muitas vezes ela me encontra. Se desistes de a procurar vais ver que ela vai aparecer de forma natural num futuro mais próximo do que imaginas


De ejail a 7 de Junho de 2007 às 22:12
Obrigado Xena, pelo teu simpático comentário. A felicidade está, de facto, directamente ligada às metas e expectativas criadas pela pessoa ou pela sociedade. A felicidade não é uma constante k, é constituída de momentos. É na produção de mais momentos de bem-estar e no prolongamento desses mesmos momentos que está o caminho para a "felicidade". Fico feliz por ti ao saber que muitas vezes encontras esses momentos.

Um abraço,
José.


De coraçao solitario a 19 de Junho de 2007 às 15:26
oi visitaste meu blog e agora retribui o teu ta mt fixe e bem escrito gostei. jokas


De ejail a 20 de Junho de 2007 às 10:55
Obrigado pela simpatia e por me honrares com a tua visita. O teu blog é muito honesto. Vou continuar a ler...


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