Terça-feira, 22 de Maio de 2007
Algaraviada
Esta coisa do coração mexe com a cabeça. E não há cabeça no mundo que consiga perceber o que o meu coração está a esconder. Porque ele próprio se esconde, cansado pela muita tristeza que teve - e que ainda tem - de carregar. Bem que o ouço a pedir descanso entre as - cada vez mais - frequentes arritmias. Bem que o ouço gemer entre cada batimento irregular. Parece quer desistir mas, quando já nada espero, eis que me bate de novo. Sinto-me muito só, perdido, sem perspectivas e com o coração nas mãos. Mas nada disto interessa – nem quero que interesse – a ninguém!
 
Fico revoltado por cair nesta condição de absoluta tristeza. Não me conformo! Mas esta solidão que me gela os ossos parece ser mais forte que todas as minhas forças. Pode dizer-se que é uma cobardia mas acho que mais cedo ou mais tarde isto vai acabar comigo. É claro que vou sempre dizer que não, que não, que não... Vou sempre repetir que não até fazer de conta que acredito. Mas, comigo… bem… comigo é só garganta…
(imagem retirada da internet)
A verdade é que, diga eu o que disser, nunca me senti tão só como hoje e não prevejo que o amanhã vá ser melhor. Hoje não vislumbro esperança, não vislumbro amor e não me sinto com fé para continuar. Estou sobremaneira cansado. Parece que hoje vou ter, sem dúvida, um bom combate pela frente. Parece que, amanhã, também. Hoje estou no meu melhor! E amanhã?...
 
Desatentamente,
ejail.

sinto-me: Deprimido

publicado por ejail às 10:36
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1 comentário:
De Infiel a 9 de Junho de 2007 às 02:36
Este monólogo lembra-me o personagem que queria passar para a outra margem do rio mas que não tinha barco e não queria nadar, se bem que o soubesse.
Espero que o dia seguinte tenha sido menos angustiante que a vespera


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