Domingo, 8 de Março de 2009
CR-ISE

 

 

 

 

 

 

(Imagem pilhada da internet, recorrendo ao método de PigJacking).

 

 

 

Toda a gente fala da crise. O mesmo é dizer que não há alguém que não fale da crise: a crise financeira, a crise económica, a crise global, a crise de valores... Ora, foi precisamente a partir deste blog, que a última – a crise de valores - se propagou e acabou por contaminar todo o mundo e partes do sistema solar. Tenho, portanto, que assumir a minha quota de responsabilidade pelo que se está a passar e não deixar o Barack Obama travar esta luta sozinho. Tenho mas não a vou assumir. Vou fazer de conta que não é nada comigo e esperar que algum mártir distraído, ou as próximas gerações, arquem com a culpa e/ou as consequencias.

 

Este parágrafo é inteiramente dedicado ao gourmet. O tema de hoje é, como não poderia deixar de ser: A Alimentação Face à Crise. Comece por servir, para entrada, pequenos quadradinhos de tostas com queijo Limiano, de modo a enquadrar o restante da refeição dentro do Orçamento. De seguida sugere-se uma de duas sopas: sopa da pedra ou caldo cinzento. Apesar de o bacalhau ser hoje um alimento dispendioso pode, facilmente e com algum esforço, ser adquirido a prestações ou, se tiver sorte, num brinde do Expresso e, dessa forma, aparecer* no prato dos portugueses. Recomenda-se, para prato principal, Bacalhau com alguns. Para vocês que querem perguntar, mas têm vergonha, a resposta é sim: sim, o bacalhau pode ser pescado nos mares de Chernobyl ( dá boas postas e é uma agradável surpresa para quem gosta de chupar rabos porque, por vezes, o mesmo bacalhau aparece com dois ou três em simultâneo). Para a sobremesa: sonhos ou, as mais acessíveis e cada vez mais corriqueiras, natas do inferno. Termine a refeição servindo um cálice de Três Velhotes - daqueles cujas reformas ainda estão em escudos – e, para quem for apreciador, um charuto de couve-flôr com brócolos e beringela. Os brócolos são apenas para cortar a acidez e o câncer.

 

Voltando ao assunto pré-gourmet: Se, numa remota e longínqua hipótese, eu quisesse tomar medidas de modo a estancar a crise, que poderia, efectivamente, fazer? A resposta é imediata: roubar as reformas (aos reformados, jamais aos políticos) e entrega-las, com toda a devoção e embrulhadas em forma de esmola, ao Banco Espírito Santo.

 

* consultar, por favor, as condições gerais dispostas no website do mágico da máscara.

 

 

 

ps (post-script - não confundir, por favor, com partido socialista): Na iminência de alguém sentir convulsões para comentar este artigo peço, apenas e solenemente, que o faça com orações gramaticais.

 

Atenciosamente,

ejail.


sinto-me: Um Sapo Barbudo
música: Hotel Rwanda - OST

publicado por ejail às 19:10
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