Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008
Analfabeto

 

(imagem retirada da net)

 

Como se escreve sentimentos?

Como se descreve tormentos?

Com que propriedade, com que sapiência?

Como transmitir a própria vivência?

 

Como ler o que não se consegue escrever?

Como imaginar o que não se pode descrever?

Com que audácia, com que poder superior?

Como exteriorizar o próprio interior?

 

Como conhecer a fibra e a carne?

Todos os órgãos do exterior ao cerne.

Distinguir o que é real do que é mito.

Como qualificar a alma e o espírito?

 

Como transmitir cada uma das cores?

Todas as alegrias e todas as dores.

A matéria luminosa e as imagens pretas.

Como separar o trigo das tretas?

 

Todas aquelas diferentes gentes.

Todas as personagens alegres ou pungentes.

Tudo o que se aprendeu e desaprendeu.

Tudo o que se conquistou e se perdeu.

 

Todos os momentos mal guardados.

Todos os suspiros mal amanhados.

Tudo depositado numa pequena algibeira.

Tudo confundido no interior de uma caveira.

 

Como recordar todas as esgrimas?

Como analisar todas as lágrimas?

Como lembrar as poucas riquezas?

Como esquecer as muitas tristezas?

 

Como traduzir cinzas queimadas?

Como interpretar letras abandonadas?

Como desnudar crónicas ardidas?

Como encontrar palavras perdidas?

 

 

ejail

 


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publicado por ejail às 18:30
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4 comentários:
De Infiel a 5 de Setembro de 2008 às 23:44

que saudades tuas meu Guerreiro!!!!

mil sorrisos para ti

- e tudo se explica e se entende ........ sentindo


De ejail a 8 de Setembro de 2008 às 17:02
Obrigado Infiel.
Obrigado pela tua fidelidade a um "escritor" infiel ao seu blog.
Fiquei muito contente pela tua visita.
Um abraço grande!


De t-yellow a 5 de Dezembro de 2008 às 18:07
tinha saudades da tua escrita,do teu humor! Sei que deves tar a pensar quem é esta maluka?!
Sou apenas alguem que ajudaste com os teu blog, e que á muito não aparecia por estes espaços, mas que regressou renovada. Obrigado por existires,jokinhas:)


De Rêve a 17 de Fevereiro de 2009 às 15:53
Olá José

Temos poeta.... Gostei muito do teu poema. Também gosto muito de escrever e, assim como tu, também gosto de divagar e de escrever sentindo.


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